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Natural de Sumé/PB, Marcos Rogério Ribeiro Gonçalves é casado há 25 anos e, entre seus muitos interesses, gosta de frequentar um sítio em Extrema/MG, onde cultiva um bosque que ele mesmo plantou, além de criar cachorros vira-latas. Em São Paulo, tem também gatos.

A Biblioteconomia, única profissão que exerceu até o momento, veio por influência de duas irmãs que compartilham o ofício. “Embora na infância eu tenha pensado em ser veterinário, arquiteto e outras profissões, quando tive mesmo que escolher fui até o trabalho da minha irmã Lúcia que era na Secretaria do Meio Ambiente, uma biblioteca especializada, como as que venho trabalhando desde a década de 1990 quando me formei na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP). Posso dizer que tanto o espaço quanto o acervo e, claro, o funcionamento em si, encantaram o jovem introspectivo e silencioso, características que mantenho e, então, decidi que seria o terceiro daqueles 11 filhos a fazer isso na vida”. 

Ao se formar em 1998 o mundo era outro, bem mais analógico que digital, e, ainda assim, Marcos já tinha acesso a acervos digitalizados e inclusive com internet (para comunicação interna e com a matriz) devido ao fato de ter ido atuar na PWC Brasil que, prevendo o movimento de um futuro não tão distante, já investia e disponibilizava o que havia de mais moderno na época. “Claro que também tinha livros físicos e sistemas mais rudimentares para localizar os títulos, mas eu estava um passo à frente do que acessávamos no país naquele momento, era um ambiente de ponta”.

Essa experiência que, segundo ele, foi tão importante quanto a formação acadêmica, lhe deu um lugar no mercado: bibliotecas de Direito. “Penso que é preciso reforçar que eu trabalho com disseminação de conhecimento e isso não é pouca coisa porque a prática jurídica focada em alta performance, como a que os lugares em que atuo apresentam, requer conteúdos seguros, rápidos e, principalmente, adequados – ainda mais em tempos de fake news”. 

O profissional que teve passagens por outras bancas importantes reforça que mais do que livros, sua função consiste em propiciar informações de qualidade de decisões de Tribunais e órgãos públicos em geral e de concorrentes e parceiros estratégicos. “Quando conseguimos conectar o corpo jurídico com o que ele precisa para elaborar um parecer técnico, por exemplo, certamente o seu trabalho terá um nível mais elevado de assertividade e, principalmente, excelência - características balizadoras de boas entregas”.

Atualmente, o bibliotecário é conselheiro-fundador do Grupo de informação e documentação jurídica de São Paulo (GIDJ/SP). Por fim, Marcos pensa que “a otimização de uma biblioteca vai além da simples aquisição de novos livros e periódicos e saber quais são os itens necessários aos profissionais, atuais e profundos em conteúdo, é essencial. Além disso, disponibilizar o que é relevante, pode ser a diferença necessária à tomada de decisão imediata. Uma biblioteca dinâmica deve antever as necessidades de seus usuários, sendo proativa em criar repositórios próprios e de fácil acesso, condizentes com o conhecimento e gestão a ele dado”.

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